2.12.08

a morte pelo meio

Não sei bem por onde começar. Quando a monotonia se instala durante algum tempo, a tendência é para que depois aconteça tudo de uma vez. O coração quase que pára, mas não. Ainda não é desta. As pessoas morrem de muitas formas, outras nunca morrem. Death and taxes. Mas nem isso. Cada vez tenho menos certezas e ainda bem. Começo a gostar.

Percebo pouco sobre a vida, e ainda menos sobre o amor. Sou sozinho, e a paixão tem por hábito trazer ao de cima o pior em mim. Nunca percebi esta contradição. Ando por aí à deriva e não me sinto perdido. Um passo a seguir ao outro. Sem mais a acrescentar. Estranho? Talvez. Mas nem por isso confuso. As coisas sucedem-se, umas depois das outras sem dar tempo para respirar. Saí de casa, voltei quando a tempestade passou. A morte pelo meio.