10.12.07

A tristeza tem uma grande vantagem: não precisa de mais ninguém. A felicidade não. É uma chatice. Exige ser partilhada, o que se torna complicado quando não há ninguém por perto. E depois aparece uma angústia que se consome a si mesma. A felicidade faz-se solidão.

E depois há todo um preconceito contra a tristeza. Que não se deve sentir, que se deve excomungar quanto antes. Mas talvez, só talvez, a tristeza deva ser vivida com a mesma intensidade que qualquer outra emoção. O doce não é tão doce sem o amargo, ou qualquer coisa que o valha. Tem um encanto que hipnotiza, a sedução de uma música a condizer. E a derradeira beleza das coisas não é senão uma faca que se crava no coração.

Assim como assim, acaba sempre em lágrimas. De felicidade. De tristeza. Tanto faz.

3 comentário(s):

ContorNUS disse...

gostei de te ler...

e voltarei...e para atalhar caminho deixo o teu espaço linkado ;)

Cantinho dos devaneios disse...

De facto, só podemos realmente apreciar um grande prazer depois de ter sentido uma grande dor...

Diana Abreu disse...

Simplesmente todas as moedas têm duas faces! Obrigada pelo teu texto. Bem escrito, com sentido e com muita verdade! Um abraço

PAZ